Redirect By Betto Adami

terça-feira, 16 de novembro de 2010

De Mudança




Queridos amigos e seguidores que eu não conheço, mas tenho um carinho especial:

Depois de um ano e dois meses aqui nesse endereço, agora vamos mudar!!!!!!
Recebi um convite do portal iBahia.com para hospedar o Coisas de Liz e estou indo... ou melhor, ESTAMOS indo!!!!

Afinal, se vocês não quiserem ir comigo, eu também não vou!!!
Vai ser legal para todos nós, tenham certeza!
Lá o pessoal saca bastante a web, então o blog vai ficar mais bonito, mais espaçoso, com vista para o mar...

Brincadeiras à parte, quero agradecer MUITO à todos vocês que através dos elogios e indicações, fizeram este blog ficar conhecido e agora estar indo para um espaço de maior visibilidade!

MUITO OBRIGADA!!!!

E a partir de hoje, não esqueçam que temos novo endereço!
Ah! Não deixem de comentar... essa interação, é o melhor que temos e não podemos perdê-la!
No novo endereço, será preciso deixar um e-mail registrado, mas ele não será divulgado. Podem continuar anônimos, se preferirem!

Então... é isso! Lá vamos nós!!!

ibahia.com/coisasdeliz

domingo, 14 de novembro de 2010

Edição extraordinária

Em caráter excepcional, o texto de hoje não é meu.
Recebi este "release" de uma assessoria e o pedido para que fosse divulgado aqui.
Depois de analisar o conteúdo e perceber que estava dentro do eixo temático do blog, decidi publicá-lo.

Espero que gostem! Eu gostei!


Editora chefe do Blog de Liz,
Segue abaixo release para seu importante blog.
Peço sua atenção e divulgação do mesmo em seu canal de grande audiência e perfil afim com nosso público-alvo.
Grato,
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO CORAÇÂO LTDA.
............................................................................

Release de um sentimento

Estou enviando esse release para todos os veículos de comunicação, pois tenho certeza que ao término da leitura será pauta principal na sua próxima edição. Não estou desde já admitindo, Srs. Jornalistas, que a sua análise dos fatos será tendenciosa, mas se tiverdes sensibilidade e atenção vão entender o que quero dizer nessa afirmação inicial.
O release é sobre meu sentimento. Ele ainda está iniciando um ciclo, ontem sentia um pouco menos que hoje e hoje sente menos do que sentirá amanhã: É um efeito crescente, portanto peço por gentileza que utilizem de rapidez para a sua pronta divulgação. Teremos matérias sucessivas, como no futebol, e receberão releases diários...

É de utilidade pública esse assunto, pois podemos inspirar outras pessoas a sentir o mesmo! E a grande novidade: Cura doenças, deixa mais leve (mesmo sem perder peso), faz você fazer as pazes com quem não gosta, cultiva a bondade, preserva a natureza, enfim, será melhor para toda a sociedade! Tenho acesso a diversos patrocinadores e poderia comprar a mídia tradicional para divulgar esse sentimento tão forte, mas ele tem uma espontaneidade marcante que preferi, também por afinidade, buscar a mídia espontânea através da assessoria de imprensa.
Outras coisas são de grande importância e servem de alerta caso seja contagioso: Perco constantemente a concentração, olho para o infinito e penso seriamente em largar tudo e ir para uma praia deserta, saio de casa e esqueço as chaves, meu tanque do carro sempre está na reserva sem perceber e minha concentração não é mais a mesma de antes. Já estive em alguns médicos, mas é não é uma patologia conhecida. Pesquisei bastante antes de escrever para vocês. Sei que é importante para uma possível matéria nos veículos interessados o caráter científico e não "fugir" da verdade. Por sinal, esse sentimento é a verdade em sua gênese.

Constatei uma relevante informação: Algumas pessoas têm esse sentimento também! Muitas outras tentam entendê-lo, pelo mundo inteiro, inclusive pessoas famosas! Mas a grande descoberta é que esse sentimento não pode ser entendido, nem mapeado, nem formulado, nem registrado, apenas sentido! E isso torna ainda mais importante essa comunicação! Talvez seja o objetivo a ser destacado em sua matéria. Descobri ainda que ele é muito poderoso, pode ajudar quem necessita de apoio, de roupas, de uma casa ou de uma lembrança num dia frio de quarta-feira. É uma necessidade de utilidade pública, portanto, indispensável que esteja nas primeiras páginas de seu jornal, blog ou mesmo no telejornal de maior audiência de sua emissora!

Constatei, de forma empírica, outro fato que me preocupa: Muitas pessoas buscam esse sentimento, mas ele se perdeu para a grande maioria. Isso mesmo! Apesar de fazer tão bem, mesmo mudando as atitudes das pessoas, ele fugiu do grande público. E, mesmo assim, é tão poderoso, que as pessoas buscam a todo instante, realizam passeatas em seu nome, conversam constantemente em praças, reuniões e principalmente pensam nele quando estão sozinhas em seus quartos, à noite. A maioria das pessoas atualmente não sente mais ele. Precisamos, portanto, lembrá-los que é simples e está acessível a todos, gratuitamente. Não vou alongar esse release, pois aprendi na faculdade que o correto é a objetividade. Mas o assunto em questão é em sua essência subjetivo, portanto, peço desculpas aos colegas pelos rodeios nesse pequeno texto.

Minha vontade – E é mais um sintoma desse sentimento – É de escrever sem parar, escrever, pichar o muro, rabiscar na areia, pintar um quadro, fazer um poema, ser criança de novo e sorrir, sorrir muito. Esse sentimento tem me feito sorrir sem piadas nem motivo aparente, me faz sonhar e reconhecer o sonho quando acordo. Me fez até trabalhar mais e melhor, além de me preocupar com minhas atitudes para não magoar outrem. Como já disse, é muito bom para a sociedade em geral. Até podemos aumentar a expectativa do PIB para o ano que vem, caso essa divulgação seja feita de forma correta e com o destaque que ela merece.

Finalizo esse importante release agradecendo o apoio e justificando, por fim, a facilidade em divulgar essa mensagem: O sentimento em questão não tomará muito espaço em seu editorial, pois possui apenas quatro letras, se chama “AMOR”, e terá um efeito multiplicador tanto para seu público como para sua imagem institucional.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação do coração Ltda.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Espumas ao vento



Eu podia ta 'matano', eu podia ta 'robano'... mas eu só tô contando as histórias que ouço!
Lá vai mais uma.

Se conheceram no extinto, saudoso e inesquecível Café Cancun.
Quem lembra dos tequileiros, levanta a mão!

Bom, voltando ao assunto... se conheceram em uma noite no Café Cancun e ficaram juntos.
Beijinhos, abraços, climinha romântico e, claro, uma troca de telefones.
Dias depois, combinaram de ir ao cinema.

Ele na época era estagiário, portanto um rapaz que ainda é isento do imposto de renda, não pode prometer muita coisa em um primeiro encontro, segundo o manual do homem bem sucedido.
Mas ele já tinha conseguido comprar o seu primeiro carro... tudo bem que não era um caaaaarro, era um Escort 94, em meados do ano de 2001, mas para quem era estagiário e começando a vida, tava óootemo!

O rapaz todo bem intencionado e até romântico, planejou todos os detalhes da saída.
Peço que a partir de agora, atentem para a sucessão de misérias que aconteceram na noite deste moço:

Cinema combinado, horário marcado e ele foi pegá-la em casa.
Ficou embaixo esperando e quando ela desceu, foi cumprimentá-la e se apressou em abrir a porta do carro para a moça, como um bom cavalheiro.
Na primeira tentativa, a maçaneta travou... quando ele tentou com mais força, a maçaneta quebrou e ficou na sua mão.
Ele não perdeu a pose, deu a volta no carro e abriu a porta por dentro.

Ao entrar, ela deu um gritinho... não, não foi de emoção.
Quando sentou no banco do carro, arranhou o joelho em um arame que segurava a tampa do porta-luva.
Mas era uma menina muito educada e não reclamou!

Ele deu a partida e ligou o som do carro, ela observou que não tinha CD e escondeu um sorrisinho irônico.
Era apenas um rádio Cougar, de cor azul marinho (Afff!).
O rádio chiava muito, mas eles continuaram ouvindo a música... ou melhor, tentando!

Quando chegaram na orla, onde o vento é mais forte, a chiadeira do rádio ficou maior ainda, então ele teve a idéia brilhante de fechar os vidros e ligar o ar condicionado, que nunca era acionado pelo simples fato de economizar a gasolina.
Ao ser ligado, saiu dos ventiladores uma espuma preta voadora que foi parar direto na blusa da garota (seria a fumaça de Lost?).
Pois bem, as espumas ao vento, nada mais eram que poeira acumulada pela falta de uso e quando ela passou a mão na blusa para tentar limpar, sujou ainda mais.

De forma impressionante, ela mantinha a calma e parecia não se aborrecer com todos esses imprevistos.
Finalmente, chegaram ao aeroclube e quando ela saiu do carro, percebeu que além da espuma preta, o cinto de segurança também tinha sujado a sua blusa.
Abro parênteses para dizer que invejo a serenidade dessa mulher!

Chegaram, finalmente e se dirigiram para as salas de cinema.
Para quem também passava perrengue nessa época, sabe bem que a pipoca que vendia do lado de fora das salas de cinema do aeroclube, era mais barata.
Eles já estavam na fila para entrar no filme e ele sugeriu ir lá fora comprar a pipoquinha... foi então que ela se ofereceu para comprar ali mesmo.
Atitude, perfeitamente compreensível e aceitável depois de tantos percalços.

Entraram e sentaram!
Com os ânimos mais acalmados, começaram a relaxar um pouquinho... mas a tranqüilidade durou pouco.
O filme escolhido por ele foi “Todo Mundo Em Pânico 1”.
Quem já assistiu essa obra prima da sétima arte, deve lembrar que a primeira cena do filme é uma entourage de pessoas vo-mi-tan-do!!!
Muitos vômitos!

E depois de assistirem àquela primeira cena dantesca... não houve mais pipoca, beijinhos, carinhos ou paciência. A única coisa que os dois desejariam naquele momento seria um Dramin.
Fim do encontro, a noite não foi esticada e a paquera idem.
Acabou tudo!

Mas a amizade continua...
E até hoje eles lembram e conseguem dar boas risadas desse show de horrores!

domingo, 7 de novembro de 2010

Falta


Sinto falta de nós!
Sinto falta de como conseguíamos ser felizes juntos.
Sinto falta das palavras verdadeiras.
Sinto falta de acreditar e ser ingênua.
Sinto falta do conforto do abraço, das conversas e até de quando discordávamos.

Sinto falta do seu jeito espaçoso e ao mesmo tempo me querendo perto.
Sinto falta das tardes juntos onde fazíamos simplesmente “nada”, além de nos amarmos.
Sinto falta da expectativa da sua chegada a qualquer momento.
Sinto falta do barulho da chave na porta e eu correndo para te abraçar.
Sinto falta do seu olhar devorador quando me achava sexy.

Sinto falta do seu cheiro na minha pele.
Sinto falta de cuidar e reclamar de você.
Sinto falta de como você me protegia e me fazia sentir segura.
Sinto falta da gente dançando.
Sinto falta de sentir saudade de você.

Sinto falta das mensagens na madrugada e me desejando um bom dia.
Sinto falta da sua voz desafinada cantando “Por Você” do Frejat e dizendo que era dedicada à mim.
Sinto falta da sua gargalhada ao me ouvir falar alguma besteira.
Sinto falta de você me cobrindo, quando a noite estava mais fria.

Sinto falta de quando tudo começou e nada era mais importante do que “nós”.
Sinto falta dos momentos sérios quando podíamos contar com o outro.
Sinto falta das comemorações de quando conseguíamos algo importante.
Sinto falta de lhe contar a minha vida e de ouvir sobre a sua.

Sinto falta dos nossos códigos, expressões criadas, segredos...
Sinto falta da nossa cumplicidade...
Sinto falta dos planos e de quando conseguíamos realiza-los.
Sinto falta de adivinhar os seus pensamentos só para receber um beijo em troca.
Sinto falta de acordarmos juntos, passarmos o dia inteiro e ainda conseguirmos ir dormir mais grudados ainda.

Sinto falta das nossas músicas, dos nossos momentos... dos nossos sonhos.
Sinto falta de cada pedacinho da nossa história.

Sinto falta, principalmente, de uma parte de mim que se perdeu quando tudo acabou.
Sinto falta... muita falta!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A história dela


Antes de começar o post de hoje, queria agradecer à algumas pessoas que tem deixado comentários em textos mais antigos e contado as suas histórias.
Fico muito feliz com essa confiança!
Esse não é um site de auto ajuda, mas o fato das pessoas se encontrarem no que lêem aqui, já é um sinal de que alguma coisa as fizeram refletir e querer mudar o que incomoda em seus relacionamentos.

Essa história de hoje, é de uma anônima que deixou esse comentário há dois dias, em um dos posts do mês de maio.
Prometi para ela que traria o assunto aqui e que talvez com visões externas, minha e dos meus queridos e sábios comentaristas, ela pudesse observar a sua história melhor e saber como agir.
Segue...

Oi Liz, adorei seu texto, eu hj estou um pouco confusa e ao ler senti
vontade de desabafar. Namorei por 2 anos um homem maravilhoso p/ mim,
erámos muito felizes e nunca brigamos, ele morava comigo e tudo. Mas um
dia ele foi trabalhar e resolveu não voltar mais, nem suas roupas veio
buscar. Por diversas vezes me telefonou, ora dizendo que não queria
mais, ora dizendo que estava confuso, ora como se nada tivesse
acontecido. Só sei que sofri muito, pois até hj eu o amo, apesar de
oportunidades surgirem p/ novos relacionamentos, nunca mais consegui
namorar ninguem, não vejo graça em ninguem...Eu nunca mais vi meu ex
desde fevereiro de 2010. No dia 01/11/10 eu estava andando na rua e ele
parou o carro,buzinou até chamar minha atenção. Na hora fiquei tão
assustada que apenas sorri, o cumprimentei como se fosse um amigo,
falei p/ ele ir na minha casa,e ele disse que ia, então me despedi e só,
nada mais eu consegui falar. Então ele se foi, eu estava com uma amiga
que não acreditou no que viu e disse que era p/ eu ter entrado no carro,
exigido explicações,chorado, beijado, pedir explicações onde ele andou
e tals...Mas realmente eu nunca imaginei que um dia ia vê-lo de
novo,fiquei como se tivesse visto um fantasma! Hj eu fico pensando, como
sou burra, porque não fiz isso ou aquilo, porque perdi a chance, mas
como? Eu estava em choque! Por trata-lo de forma amigavel sera que ele
vai pensar o que? Que eu não o amo mais? Pior é que perdi uma grande
chance!Não sei se um dia vou conseguir reve-lo. Acho que o jeito é
esquece-lo de vez...


Longe de querer fazer análises psicológicas ou achar que é certo dar algum conselho, quero apenas descrever o que vejo nessa situação.
Vejo uma mulher que tem um coração bondoso, incapaz de guardar mágoas e que ainda consegue amá-lo, depois de tantos revezes.

Até certo ponto, isso é muito bom!
Mas talvez ela não esteja se amando o suficiente para entender de forma “fria” o que aconteceu.
As pessoas marcam as nossas vidas, não só pela maneira que entram, como também pela forma que saem dela.
E esse rapaz não soube sair!

Desaparecer, não é uma atitude nobre nem mesmo em uma paquera, o que diremos então de dois anos de relacionamento?
Não sabemos os detalhes que envolviam a vida de vocês e não duvido que tenham sido felizes, mas acabar dessa forma mostra que, talvez para ele, essa história não tenha tido a devida importância.

Pelo comportamento dele, não me parece alguém que queira voltar.
Isso é duro de concluir e talvez possa doer em você, mas já é hora de praticar o desapego!
Para isso, você precisa querer esquecê-lo.
Acredite que oportunidades e pessoas maravilhosas estão por vir nesse seu novo caminho, o que você não pode é bloquear essa energia, se deixando levar por um sentimento que não está te fazendo feliz.
E não se preocupe com o que ele pensa ou deixa de pensar... me parece que ele não teve a mesma preocupação ao sumir da sua vida.

Até que ponto vale a pena lutar por um amor assim?
Pelo jeito, o sentimento dele acabou... pode até querer “ficar” com você algumas vezes, só para matar uma saudade superficial, mas não vai passar disso.
É isso que você quer?

Não te conheço, nem mesmo sei o seu nome, mas entendo perfeitamente o que você está sentindo.
Essa dor de amor é algo que conheço muito bem... e a única coisa que posso te garantir é a seguinte: ela passa!!!!!!
E quando passar, você será uma pessoa muito melhor.
Mas se permita... queira ser feliz!

Beijo grande

PS: esse é um post atípico, confesso que me senti um pouco como uma daquelas apresentadoras de programa feminino, mas a minha amiga anônima merecia essa exceção e desde já, estou torcendo muito por ela.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Conversa séria


O meu coração me chamou para termos uma conversa.
Eu não estava com muita vontade de bater papo... meio cansada, sabe?... não dei muita atenção, queria declinar do convite, mas novamente ele abordou e então decidi ser educada e escutar.

Ele tem essa mania de querer falar nos momentos mais inconvenientes e como tem poder, consegue roubar toda a nossa atenção.
O teor da conversa não era dos mais agradáveis, mas já que eu estava ali... tinha que ouvir.

Ele começou a reclamar!
Disse que estava um pouco cansado de tantas situações e sentimentos infundados.
Contou que há tempos não tinha paz e que quando achava que tudo estava calmo, um furacão se aproximava e destruía tudo.
Por um momento percebi que ele chorava e aumentou o tom de voz para dizer que eu precisava tomar providências e resolver esse caos.

Me acusou de ter perdido a sensatez, de acreditar em pessoas que não devia, de ter me iludido com gestos e palavras falsas e de correr atrás dos amores impossíveis.
Me apontou como leviana por me entregar às mínimas demonstrações de carinho e atenção.

Disse que eu precisava ter mais critério, fantasiar menos e colocar os pés no chão para não quebrar a cara.
Voltou a gritar para me fazer absorver que preciso parar de querer e sofrer por amores passageiros.

Pediu, humildemente, que eu não fizesse planos ou desejasse a longo prazo pessoas que não fariam o mesmo por mim.
Foi rude ao demonstrar que o meu choro incomodava e doía... e que as vezes o deixava sufocado e apertado.

Respirou... se calou e depois de um suspiro, me disse que queria ser feliz, que queria um amor verdadeiro, que precisava doar para alguém todo o sentimento lindo e sincero que ele é capaz.
E com uma voz mais calma e recuperando a sua bondade e serenidade, ordenou finalmente: chega!

Depois de ouvir tudo, foi a minha vez de falar.
Expliquei que para conseguir atender ao seu pedido, eu precisaria me livrar dele e ficar só com a razão.
Sem ele, certamente as coisas seriam mais fáceis e não haveriam mais sobressaltos, desilusões ou tristezas.... afinal ele é o grande responsável pelas nossas escolhas e sentimentos.

Foi então que no fim de toda aquela conversa, eu percebi que ele se calou e concordou comigo...
Pediu desculpas e disse que foi apenas um desabafo!
O coração jamais reclama ou deixa de entender as dores e delícias de amar.
Ele é quem mais compreende e é capaz de se reconstruir, juntando os fragmentos e colando as rachaduras após cada fim.

E no final, quando chegamos à esta conclusão, ele me falou:
Pode ir... ame sempre que tiver vontade e sem medo... eu seguro as pontas!
É... o coração é brother!!!

Dedicado e inspirado em quatro amigos, que hoje falavam da vontade em comum de viver um grande amor!

domingo, 31 de outubro de 2010

Foi só um sonho



Sonhei com você essa noite.
Foi estranho, pois nunca nos falamos.
Foi bom como se já nos conhecêssemos.
Não consegui ouvir a sua voz, mas sentia o seu toque de uma forma perfeita.

Os seus olhos, que nunca encarei, me olhavam de um jeito terno.
Estávamos juntos em completa sintonia, sem ao menos dizer uma palavra.
Não conheço o seu jeito, a sua maneira de sorri, mas no sonho éramos totalmente íntimos.

Percebi que, mesmo dormindo, aquilo era mais verdadeiro do que certos momentos que já acreditei, enquanto acordada.
Gostávamos da nossa companhia e não nos afastávamos nem por um minuto.
Tentávamos nos separar, mas o que nos unia era mais forte.

Por um momento, achei que eu fosse acordar e fechei os olhos com mais força.
Quando voltei ao sonho, você já não estava perto.
Tristeza... desespero... não sei! Mas queria você de volta.
Adormeci mais um pouco e você reapareceu, dessa vez mais distante.

Eu te olhava e queria que você me visse!
Você me viu, mas não veio.
Mesmo de longe, parecia cuidar de mim e querer me proteger de algo.
Entendi e esperei.

Mais uma vez, quase acordei e então fiquei quietinha para voltar à você...
Dormi e já não te encontrei no sonho.
Apesar de você não estar ali, senti uma paz imensa e o coração calmo.
Dessa vez não me desesperei, pois sabia que mesmo não te vendo, você voltaria.

Acordei e continuo com a boa sensação de ter estado com você.
Espero que durante esses próximos dias a gente não se cruze, fora do sonho.
Não vou disfarçar... você vai perceber pelo meu olhar que sinto algo diferente.

E como vou te fazer entender que já nos conhecemos?
Como vou provar que foi maravilhoso estarmos juntos?
Como vou conseguir te convencer a transformar o meu sonho em realidade?

Não sei!
Mas até achar as respostas, quero continuar sonhando...
Todas as noites, se for possível.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cobiçando a mulher do próximo


Eu juro que tento, mas todas as vezes que saio com os meus amigos, além de dar muitas risadas, eu sempre volto com alguma pauta para o blog.
Alguns até já começam a contar alguma história dizendo: “Loura, isso não pode ir para o blog”... e nesses casos, é claro que respeito!

Mas ao ouvir essa história, ontem à noite, não me foi feita nenhuma ressalva para que não contasse, então lá vai:

O meu amigo estava em uma festa do trabalho e conversava com dois colegas... um era o gerente e o outro o diretor.
Conversa vai, conversa vem e eis que vem se aproximando uma mulher com a bunda enorme e esse meu amigo, admirador assumido desta preferência nacional, não se conteve e lascou:

PQP! Que chicote é esse??!! (sic)

Ele ficou tão hipnotizado, que nem sabe se a mulher era bonita ou feia, apenas atestou que a protuberância traseira, era realmente de chamar a atenção.
Quando ele acabou de falar e olhou para os colegas, notou que um deles deu um sorriso meio amarelo e voltou a ficar sério.
Foi nesse momento que ele percebeu que a tal moça do chicot... digo, do bumbum grande, se juntou à mulher do seu outro colega, logo ele fez uma equação rápida e concluiu que ela era a mulher do que deu o sorriso amarelo. Deu para entender?

Se não expliquei direito, é simples:
O meu amigo elogiou a bunda da mulher do próximo, quando o próximo estava próximo!

Climão instalado, o assunto morreu, sorrisos amarelos e ele branco como um papel, sem saber onde enfiar a cara, disfarçou e saiu de perto do grupo.
Perguntei se ele não pediu desculpas ou deu algum tipo de explicação, mas ele disse que achou melhor não fazer nenhuma “emenda”.
Sorte que se tratavam de pessoas civilizadas, do contrário nem o capitão (ou seria coronel?) Nascimento, conseguiria apartar a confusão.

Nós mulheres quando nos deparamos com algum homem que nos tira o fôlego, conseguimos segurar a língua... até porque se falar alto a amiga do lado já vai azarar o alvo também, né?
Mas os homens ficam tão entregues aos seus delírios e desejos que nem medem as palavras, o lugar ou as companhias... vão logo desabafando.

Eles não conseguem disfarçar, alguns chegam a molhar a camisa com a bába.
Exageros à parte, percebemos que o instinto é mais forte do que a razão e por conta disso, situações constrangedoras como esta, são possíveis de acontecer com qualquer um.

Em relação ao meu amigo, o final da história não foi violento, mas ele acabou indo embora para casa mais cedo do que pretendia, afinal não conseguia encarar o colega do trabalho.

Mas não adianta fugir... eles trabalham na mesma empresa, melhor é fazer cara de paisagem e agir como se nada tivesse acontecido.
Não é justo estragar um relacionamento profissional, por causa de uma bunda, né?
Ainda que seja a bunda da mulher de um colega próximo!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Que lugar você prefere?


Ontem no facebook, rolou umas postagens do tipo:

“Eu gosto na cama”
“Gosto na poltrona do meu quarto”
“Eu gosto na cozinha”

Perguntei do que se tratava e algumas amigas se encarregaram de me responder.
Não era nada relacionado à sexo, mas a esta altura eu já achava que era e resolvi perguntar para algumas pessoas, qual o seu lugar preferido para transar.

Foi então que puxei o assunto com alguns amigos no trabalho... perguntando se o espaço físico tinha muita importância no momento da pegação.

É óbvio que quando a vontade vem, não tem muito o que pensar, apenas resguardadas as devidas precauções para não atentar ao pudor, onde for tá valendo.
Mas existem aqueles que gostam em determinados lugares, que até fazem parte das suas fantasias sexuais.

Alguns locais encabeçam a lista de preferência, tais como: banheiro de boate, escadas de prédio, dentro do carro, no mar, na areia da praia, em uma cachoeira, banheira, na mesa (em cima) e até banheiro de avião, apareceu na minha pesquisa rápida.

Mas me permitam esboçar a minha humilde opinião: o melhor do sexo é a vontade.
Se a vontade for grande, qualquer lugar se transforma no melhor lugar do mundo.
Você não sente dor, mordidas de formigas (se forem poucas, né?), a areia não incomoda e até em pé a situação flui a contento.

Por outro lado, se a química for “morna”, leve a sua companhia para fazer amor nas praias paradisíacas da Indonésia que não passará de uma transa “meeira”.
Acredito que o lugar pode apimentar o sexo sim, mas milagre não vai fazer.

De toda forma, se você é daqueles que se preocupa apenas com o ato da penetração, não faça tanto esforço e nem corra riscos.. para você qualquer cantinho serve.

Mas se vocês sentirem aquele arrepio que percorre o corpo inteiro, se as preliminares forem tão emocionantes quanto o durante, se apenas o toque das mãos acenderem o fogo e o beijo for capaz de despertar o corpo inteiro...
Ah! Aí vale a pena experimentar lugares, cidades, países... conhecendo novas emoções, sentindo o gostinho excitante do perigo e rindo depois das loucuras que ficarão guardadas só entre vocês.

Vale inovar também para quebrar a rotina, mas continuo acreditando que o tempero mesmo é o tesão... esse sim, faz qualquer lugar valer a pena!

E você? Vai revelar a sua preferência?

domingo, 24 de outubro de 2010

Estou bem!



Fiquei sabendo que você ainda pensa em mim.
Soube que andou perguntando sobre a minha vida... o que ando fazendo, onde estou morando e se estou feliz.

Sei que você lembra dos detalhes do meu rosto e do meu corpo, mas já não sabe o que quero, em quem penso e para onde pretendo ir.

Sente falta do meu carinho, da minha atenção constante e do amor que era dedicado à você.
Se pergunta o que estou fazendo nesse momento, se estou sozinha, bem acompanhada ou simplesmente tranqüila.

Olha as minhas fotos e lembra há quanto tempo não vê o meu sorriso.
Fecha os olhos e tenta recordar a forma como falávamos e nos tratávamos.
Quando sente o cheiro do meu perfume em alguém, lembra de mim e quer saber se ainda uso o mesmo.

Vive me comparando aos seus novos casos e amores.
Disse para amigos em comum que não pretende mais ter outro relacionamento sério... com a esperança de que esse recado chegue até a mim.

Fica imaginando se joguei fora todas as fotos, textos e bilhetinhos que você me escreveu. Há também uma curiosidade em saber se ainda durmo com aquela sua camiseta velha que eu adorava e me sentia confortável.

Lembrou que esqueceu no meu armário uma bermuda que usava sempre que resolvia ficar mais um dia... e não tem a menor idéia do que eu possa ter feito com ela. Pensa em mim todas as vezes que assiste aos programas que víamos juntos na TV e fica rindo, imaginando qual comentário irônico eu faria do novo episódio daquela série que eu achava uma merda e você adorava.

Vai dormir e olha o lado da cama que eu gostava de ficar.
Deita mais afastado, como se eu pudesse chegar a qualquer momento e ocupar o lugar que foi meu durante tanto tempo.

Olha o número do meu celular e vez ou outra aperta o send... quando atendo, você dá a velha desculpa que discou errado pois ia ligar para uma pessoa que vinha antes de mim na agenda.

Todas essas tentativas, lembranças e curiosidades, não me deixam envaidecida.
São apenas um reconhecimento tardio, de que poderíamos ainda estar juntos, mas por conta da sua indecisão e incapacidade de perceber que gostava de mim... acabamos!

Para mim, você já faz parte do passado e como tal, ficará lá atrás.
Por hora, a única coisa que você precisa, pode e deve saber, é que estou bem.

Estou muito bem, obrigada!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Devolve ou não devolve?


Hoje no trabalho, uma amiga veio até a minha mesa perguntando se eu tinha uma caixa vazia para ceder.
Eu não tinha, mas perguntei qual era a necessidade para tentar ajudar de outra forma...

ELA: é para socar (sic) dentro todos os presentes que aquele sacana (sic) me deu.
EU: Oi???

Então ela me explicou o que estava acontecendo.
Pelo que entendi, estavam terminando o namoro, pois ele tinha pisado na bola por motivo de força mulher (vulgo, traição) e ela devolverá tudo o que ele lhe deu, durante os doze meses de relacionamento.
Falei que achava um absurdo essa atitude e que presente não se devolve.
Eu nunca devolvi! E nem pretendo fazer isso...

Mas depois que ela saiu, fiquei me perguntando se existe alguma regra de etiqueta informando se devemos devolver ou reter os mimos.
Talvez eu esteja sendo mal educada e tenha me passado nos últimos términos não devolvendo os presentes, mas continuo achando que dado não é roubado!

Haveria exceção para um anel de compromisso, aliança ou uma jóia que pertenceu a família dele... de resto, não devolvo nadinha.
Assim como também não faço a menor questão que me devolvam o que dei.
O que eu faria com isso? Olhar, lembrar dele e chorar o morto?
De jeito nenhum! Quanto menos lembranças, melhor.

Abro parênteses apenas para registrar o comportamento de um ex namorado, que depois de uns meses que rompemos sempre aparecia com uma lembrancinha quando voltava de viagem.
Nunca entendi qual era a intenção dele... prêmio de consolação? Ou será que ele achava que esses presentinhos poderiam garantir um flashback, vez ou outra?

Nesse caso, acho conveniente não aceitar!

Em se tratando do que foi dado e recebido no período de namoro, entendo que pertence à cada um e não precisa ninguém citar ou cobrar devoluções...sejamos gentis!
Me classifiquem de mal educada, caso oportuno, mas esta é a minha avaliação.

Confesso que até agora estou pensando quais são os presentes que a minha amiga vai devolver.
Tomara que ele tenha dado apenas cd, dvd, livros... já imaginou se ele tiver dado roupas e lingeries?
É... com um ano de namoro, os tecidos devem estar bem surrados, não?
E pior... o que ele fará com essas peças?
Ah! Mas isso não é problema nosso.

Terminar já é tão desgastante e na maioria das vezes sofrido, que considero uma afronta ainda ter que ficar procurando presentes para devolver.

Tenha santa paciência!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

É o que tem pra hoje!


Outro dia perguntaram se nunca me faltava inspiração para escrever quase todos os dias e eu disse que “não”!
O amor é uma fonte inesgotável de histórias, experiências, alegrias, surpresas e aprendizado.

Mas as vezes me faltam respostas para o que não consigo entender, então nesses momentos, eu preferia que alguém escrevesse estas explicações em algum lugar onde eu pudesse ler, absorver e continuar caminhando.

Hoje não quero postar nenhum texto, até tenho um pronto, mas uma sábia consultoria me orientou a não publicá-lo.
Vou deixar apenas uma música... e mais nada a acrescentar.
Peço desculpas pelo hiato, mas isso é o que tem pra hoje!


“Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar
Aprendi nos filmes pra um dia usar
Um certo ar cruel de quem sabe o que quer
Tenho tudo planejado pra te impressionar

Luz de fim de tarde, meu rosto em contra-luz
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão

Mantenho o passo alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei?

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor

Eu tenho a pose exata pra me fotografar
Aprendi nos livros pra um dia usar
Um certo ar cruel, de quem sabe o que quer
Tenho tudo ensaiado pra te conquistar

Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Eu jogo um charme, alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei?

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor”

(Leoni / Léo Jaime)

domingo, 17 de outubro de 2010

Namorando sozinha


Fiquei algum tempo observando aquele casal que conheço tão bem...
Ela ria e ele ficava sério, ela segurava a sua mão e ele se desvencilhava, ela falava e ele apenas meneava a cabeça, ela olhava para ele e ele para as mulheres que passavam...

Por conhecê-los e saber de todo o histórico que envolve o relacionamento, cheguei à minha conclusão: ela está namorando sozinha!
Ele já terminou há um bom tempo, só ainda não foi suficientemente corajoso para comunicar a sua decisão à ela.
Antes que alguém atribua o comportamento dele à uma briguinha rotineira ou à um momento de cansaço ou um dia difícil, adianto que não é o caso.
Ele tem se comportado assim há meses!

Ela está no limbo...sofrendo por amar alguém que quer outra coisa.
Tem passado por momentos de angústia, solidão e tristeza, mesmo estando “acompanhada”.
Na verdade ela está sendo isso mesmo: uma companhia e não uma companheira.

Vai penar até que ele diga que não quer mais ou que ela tenha um surto de lucidez e coloque um ponto final em tudo... e aí sim, voltará à luz!

Já vi esse filme! E sei que o roteiro não tem um final feliz...
Bom, depende também do ponto de vista!

Terminar com uma pessoa que você ama muito, sem dúvida é um ato doloroso e pode até parecer insano.
Mas se esta pessoa não retribui o seu amor, lhe despreza e pouco se importa com você, a atitude se transforma em um ato de bravura.

Nem por isso vai deixar de doer, mas será uma dor necessária para dar um passo à frente.
É comum depois que tudo passa, olharmos para trás e percebermos que a nossa vida está muito melhor... imensamente melhor... e que aquela decisão de limar a pessoa que tanto amávamos e nos doávamos, foi a coisa mais sensata a fazer.

Dor é coisa que dá e passa, mas continuar ao lado de quem não lhe valoriza vai causar feridas bem maiores e talvez incuráveis.

Pense nisso!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pressa


Pressa de chegar
Pressa de sair
Pressa que atropela
Pressa que magoa
Pressa que antecipa
Pressa que acaba...

Pressa em definir situações que estão começando
Pressa em saber como tudo vai ficar
Pressa em fazer planos que possam ser cumpridos
Pressa em ver novamente
Pressa em saber se acontecerá de novo

Pressa em despir o corpo e a alma
Pressa em dizer o que sente ou esconder que ama
Pressa que faz os dias correrem
Pressa que faz os minutos se arrastarem
Pressa em ouvir o que se quer
Pressa em ocultar o que não se quer dizer

Pressa em resolver tudo
Pressa em não deixar para depois
Pressa que o outro perceba
Pressa em saber até onde vai

Pressa em ter por perto mais um pouco
Pressa em estabelecer limites
Pressa em evitar sofrimentos
Pressa em se proteger
Pressa de ser feliz e recomeçar

E a pressa cansa e quer calma
E o coração se encanta no seu tempo, na sua hora...
E ninguém pode apressar o amor

Ele chega... mas chega sem pressa!

domingo, 10 de outubro de 2010

Vou contar...


O que vou te contar é segredo, por isso vou falar bem pertinho para ninguém mais escutar.
Sabe o que é? Eu descobri o que mais gosto em você!
Sem dúvida, é o sorriso...
Aliás, não!
O olhar sério e pensativo também me agrada.
Acho que gosto é do seu jeito leve, carinhoso e independente...
Mas ao mesmo tempo, adoro quando você fica meio carente e querendo colo.
Já sei! É o seu abraço! Ele é perfeito e me envolve...
Ah! Mas tem o beijo que é uma loucura... e agora já não sei qual dos dois é melhor.
Na verdade, gosto mesmo é de nós dois juntos...das conversas, risadas, histórias.
Sim, mas quando paramos de falar e você me toca, é ainda melhor.
E os carinhos que você me faz no meio da noite?
Nossa! Acho que isso é o melhor de tudo!
Não... espera! Pensando bem, gosto mais da maneira que você me acorda...o dia começa mais feliz!
Lembrei! É da sua voz que mais gosto...ao telefone ou perto de mim.
Adoro o som, o timbre e a maneira de falar.
Mas apesar de gostar da voz, o teu silêncio não me incomoda.
Quando você não fala, também se faz presente.
Ah sim... adoro é a sinceridade que temos um com o outro.
Não há planos ou expectativas, mas há um respeito que me encanta.
Por outro lado, gosto de saber que vou te ver de novo!
Talvez o que eu mais goste, seja você sem camisa, mostrando a tatuagem!
Ou seria da barba quando começa a crescer?
Não sei... estou confusa!
Sou sempre tão bem resolvida nas minhas preferências, mas em se tratando de você, não sei e não quero escolher nada.
Prefiro então te pedir licença e resumir o que mais gosto, da mesma forma que você usou para me dizer:
"Sabe o que mais gosto em você? Não sei... acho que de tudo!"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ela finge e ele acredita



Outro dia li a seguinte frase no twitter:

“Homem mente que ama para transar e mulher finge orgasmo para ele ligar no outro dia. Se sexo é arte, deve ser cênica.” (atribuído à Ricardo Barbosa)

Fiquei preocupada com um ponto desta colocação.

Mas antes, vamos logo descartar essa história de que homem mente que ama para transar, pois hoje em dia isso não é mais necessário. As mulheres estão "boazinhas" demais e acabam cedendo às menores investidas... nem é preciso que o rapaz diga que ama.
Se ele disser isso, a mulher vai pensar que o sujeito usa medicação controlada.

A questão preocupante é a afirmação que a mulher finge orgasmo para que ele ligue no dia seguinte.
Será????
Será que o desespero tomou proporções tão alarmantes?
Sinceramente, se isso for verdade é muito triste!
Sempre me incomodei um pouco com essa estratégia de fingir que gozou só para agradar ao parceiro e nesta situação em particular, é ainda pior.

Se sexo é uma troca, por qual motivo as mulheres acham que precisam esquecer o seu prazer e pensar apenas no do homem?
Algumas simulam performances para se mostrarem quentes e insaciáveis, quando na verdade nem chegam a perder os sentidos com um bom orgasmo.
Estão ali tão concentradas em mostrar um excelente desempenho que se esquecem de aproveitar todas as sensações que este ato pode proporcionar.

Se o cara tiver que ligar no dia seguinte, ele vai ligar independente de você gozar ou não.
Essa tática é deprimente e você perde uma excelente oportunidade de satisfazer o seu desejo, apenas se preocupando em ter uma performance digna de um best seller de melhores posições.

Sei que muitas mulheres fingem por motivos hormonais, mas outras não... tenho amigas que até já confessaram ter feito uma encenação, mas não acho correto ser tão altruísta assim a ponto de “fazer carinha de gozo” só para não parecer fria e para deixar o rapaz orgulhoso de um mérito que ele não teve.
Não sei como elas costumam agir na hora da dramatização, mas me pergunto se é possível o homem perceber se estão sendo sinceras ou não.

Temos este privilégio de poder simular o gozo, mas confesso que não concordo em usarmos esta prerrogativa.
É claro que vai surgir um momento em que a mulher pode não estar com os sentidos voltados para o sexo... sei lá!
Acho que são nessas horas que algumas dizem ter dor de cabeça ou algo do gênero... o que é uma estratégia bem melhor do que fingir.

Reza a lenda que todas as mulheres, em algum momento, já fingiu ou ainda vai fingir.

E na parte que me cabe deste latifúndio, revelo para todos vocês que já passei por uma situação em que achei melhor fingir... uma única vez!
Até pensei em contar aqui a história, mas preciso manter uma certa postura e seriedade, né gente?
Admito que foi muito engraçado e até me saí bem no teatrinho.
Mas não gostaria de repetir... não teve muita graça!

Mulheres, lutemos pelo sexo seguro, de qualidade e sem fingimentos.
Nós merecemos... e eles também!



Piores e melhores



Quando detestamos os homens:

Quando eles não elogiam a produção que levamos horas para fazer.
Quando eles terminam o sexo e dormem, sem ao menos nos dar um abraço.
Quando eles dizem que nada no mundo é mais importante que o seu time.
Quando eles não nos deixam falar no meio da briga e ainda invertem a situação.
Quando eles paqueram outras mulheres na nossa frente.
Quando eles paqueram outras mulheres longe de nós.
Quando eles paqueram outras mulheres...
Quando eles ligam e sem rodeios mostram que o único interesse é transar.
Quando eles levam dias sem dar notícias e aparecem como se nada tivesse acontecido.
Quando eles não conseguem entender o que nós não dizemos... Putz! Ainda não aprenderam?!

Quando amamos os homens:

Quando eles ligam inesperadamente só para desejar um bom dia.
Quando eles nos elogiam naqueles dias em que nos sentimos feias.
Quando eles trazem chocolate no período da TPM.
Quando eles andam sem camisa pela casa.
Quando eles dão ao sexo um início, o meio e um delicioso fim.
Quando eles satisfazem as nossas vontades mais banais.
Quando eles tem paciência de dar só um abraço quando querem bem mais que isso.
Quando eles são românticos.
Quando eles nos desejam como se fôssemos a mulher mais sensual do mundo.
Quando eles nos dão colo depois de um dia triste.

Quando eles nos oferecem aquele sorriso que apaga todas as coisas que detestamos!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Discutindo a Relação


Climão, bicão, nervosão.... e lá vem a frase:

Olha... precisamos conversar!

E neste momento, eis que se instaura a tão evitada e por vezes necessária: DR.
A maioria dos casais adere à esta ferramenta constantemente, outros fogem como o diabo diante da cruz.
Sim, não é nada agradável, mas em alguns casos é importante uma conversa mais séria para pontuar insatisfações.

Não sou contra a DR, desde que o tema seja relevante e em prol da boa convivência.
Se no nosso trabalho temos reuniões semanais para atualizar pauta e recebermos feedback, por qual motivo não podemos ter esse cuidado na vida pessoal?
Obviamente, não precisa ser toda semana... mas quando se fizer necessário.

Quando houver algo que tenha magoado um dos dois, quando uma decisão que vai impactar em ambos precisar ser tomada, quando faltar respeito em algum momento, quando o clima andar tenso e o romantismo ficar de lado, quando houver traição... ops! Traição não merece DR, merece ponto final!

Brincadeirinha! Cada um procede como achar melhor... tem gente até que perdoa ser traído depois de uma respeitável conversa e mea culpa do réu.

Bom, voltando ao assunto...
O que não é bacana é querer discutir a relação a todo momento e por qualquer motivo bôbo.
Assim a estratégia fica banalizada e o parceiro não vai ter paciência para ouvir quando o assunto for, realmente, sério!

Algumas pessoas se excedem e transformam situações simples em um inferno:

ELA: Amor, passa o controle da TV!
ELE: Meu bem, levanta e pega pois estou lendo o jornal.
ELA: Como você é grosso e indelicado! Precisamos conversar sério sobre esse seu descaso comigo e bla, bla, bla, bla...

E lá se foi a credibilidade da DR!
Essa questão “profunda” poderia ter sido resolvida de forma mais leve e mais divertida, concordam?
Por esses motivos, o ato de discutir a relação ficou estereotipado como desgastante, cansativo e broxante.

Mas toda conversa que é destinada à melhoria e comprometimento de uma vida feliz a dois, é válida.
Não acho que essa troca de reflexões e vontades deva ser ignorada e omitida.
É bom que haja essa interação entre o casal... mas com moderação!

Outra coisa importante, é não deixar as razões ficarem velhas e caducas... o delay para a conversa não deve ser de muito tempo para que o assunto não perca a vitalidade.
Evidente, que deve se esperar momento e lugar adequado, mas é bom que os temas sérios não sejam guardados para não se transformarem em mágoas.

E mais um ponto que merece atenção especial: a DR deve ser feita antes da hora de dormir.
No momento que forem para a cama, todas as questões já devem ter sido resolvidas, assim vocês podem aproveitar bastante o “resultado” de uma conversa saudável e produtiva... se é que você me entende!
Estas considerações não são regras, conselhos ou tópicos retirados de livros de auto ajuda.
Trata-se apenas da humilde opinião desta que vos fala.
E caso vocês discordem e queiram contestar...
Tudo bem! Podemos começar agora a nossa primeira DR!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Somos tão diferentes!


Eu quero conquistar o mundo.
Você quer que o seu time conquiste o primeiro lugar do campeonato.
Nós nos conquistamos no primeiro olhar.

Eu quero correr.
Você quer voar.
Nós conseguimos voar e correr um para os braços do outro.

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo.
Você quer o fogo de uma paixão que queime a pele.
Nós temos o poder de juntar as duas coisas.

Eu quero ir para o outro lado do mundo.
Você gosta de onde está.
Nós estamos sempre próximos, independente da geografia.

Eu gosto das montanhas e do frio.
Você gosta do sol, do mar e das ondas.
Nós ficamos felizes juntos em qualquer desses lugares.

Eu gosto de acordar sem pressa e abrir os olhos com calma.
Você acorda sedento e me estimulando a ficar acesa.
Nós não brigamos por isso.

Eu quero o sabor de um vinho doce.
Você bebe o whisky mais envelhecido.
Nós nos embriagamos com a boa companhia um do outro.

Eu quero agora.
Você acha que podemos esperar.
Nós não impomos prazos por isso caminhamos.

Eu quero um beijo.
Você quer um afago.
Nós trocamos e nos satisfazemos.

Eu quero voltar a lugares que estive.
Você quer conhecer coisas novas.
Nós somos capazes de fazer as duas coisas, sem reclamar.

Eu sou exagerada e vivo tudo intensamente.
Você é contido e cultiva a serenidade.
Nós nos equilibramos.

Eu, você, nós... já ocupamos espaço demais para darmos lugar às diferenças!
Elas não atrapalham, apenas fortalecem a nossa identidade.

Eu quero ser feliz, você quer ser feliz e nós nos contentamos apenas com esta semelhança.

domingo, 3 de outubro de 2010

Comer, Rezar... Amar


Não li o livro!
Fui ver o filme...

Não sabia detalhes sobre a história, apenas ouvi comentários furtivos de amigos que leram.
As opiniões eram diversas... alguns gostaram bastante, outros nem tanto.
Eu gostei do filme... muito!

Cada um absorve algo diferente e constrói a sua crítica.
Pode ser que você se identifique quando ela vai à Itália e redescobre através do paladar, prazeres que havia perdido.
Talvez você se encontre quando ela vai à Índia e aprende o poder da oração, da meditação, da amizade e de ajudar ao próximo.

E pode ser que você se veja no que a história dela mostra sobre o amor.
Não, não é uma receita de como amar, mas sim a experiência de quem já amou e cultivou aquele medo tão comum de amar novamente, por motivos diversos.

Sei que muitos podem achar que esse medo não existe, que é um sentimento atribuído aos fracos e que só quem sente são os covardes.
Mas eu prefiro acreditar que esse medo não é uma covardia, apenas uma forma de se esconder e não querer arriscar.

A depender da sua última história de amor, você pode levar um tempo até voltar a acreditar nas pessoas e se envolver novamente.
Costumo dizer que alguns ex parceiros fazem um trabalho tão “bem feito” que você chega a acreditar que jamais conseguirá se entregar e amar novamente.

Mas esse pensamento é momentâneo... ele vem no calor das decepções e tristezas, depois você percebe que coisas melhores estão por vir.
No filme (que é uma história real), Liz Gilbert sente esse medo e quase abre mão da sua felicidade por conta dele.

Não vou contar o filme, muito menos o final.
Mas se você já assistiu ou vai assistir e se identificar com a história de alguma forma, bem vindo ao clube!

Quando ela começa a viver a sua experiência em Bali, achei que era uma cópia da minha vida e de alguns sentimentos que tenho...
Talvez eu possa ter me empolgado com uma certa pretensão por termos o mesmo apelido... vai saber!
Mas o fato é que me achei ali naquela história!

Quem viu o filme ou leu o livro e quiser comentar ou revelar se conseguiu se identificar de alguma forma, fique à vontade e junte-se à mim!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando você dorme


Quando você dorme consigo ver além de você.
Observo os seus olhos fechados e o seu rosto sem nenhuma expressão.
O corpo relaxado deixa os braços caídos.
Nenhuma defesa... nenhum gesto.
A respiração é suave e o sorriso se esconde.

Acho a cena perfeita!
Seu corpo deitado parece ainda mais bonito.
Chego a pensar que te perdoaria de qualquer erro naquele momento.

Fico observando sem que você perceba.
Se você se move, eu finjo dormir.
As vezes abre os olhos devagar, me vê e estica o braço para me tocar.
Como se quisesse se fazer presente... mas depois volta ao sono.

Tranço tramas imaginando os seus sonhos.
Gosto de brincar que posso soprar no seu ouvido uma ordem para sonhar comigo.
Chego perto e tento fazer isso, mas você dá um sorriso e muda de posição.

Me aproximo de novo para sussurrar e você me abraça.
Desisto... pode sonhar com o que quiser!
Deslizo da conchinha e volto a te olhar.
Inconscientemente você percebe e acorda...

Sorri e me pergunta o que estou olhando.
E eu respondo “você”!
Me dá mais um sorriso, toca o meu rosto e diz “eu te amo”.

Acaba toda a minha inquietação.
Transcendo, transbordo, transmuto...
E finalmente, durmo!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cinderela - Capítulo IV


Atendendo à pedidos, mais uma da Cinderela moderna!

Prezada Cinderela,

Não nos vemos há bastante tempo, mas acabaram de retwittar uma frase sua na minha timeline, então me deu uma certa saudade de você.
Como sabe, continuo vivendo aqui na Corte, estou casado e muito feliz, mas não posso negar que ainda lembro dos nossos momentos especiais e confesso até que gostaria de reviver alguns deles, obviamente estou falando do lado sexual da nossa relação.

Como disse anteriormente, estou muito feliz e o meu casamento é perfeito!
Viajamos muito, passeamos, nos divertimos bastante.
Reparei que você está mais bonita e, com perdão da palavra rasteira, mais gostosa.
O que anda fazendo?

Quero muito reencontrá-la! Tenho certeza que você vai gostar bastante.
Acho que podemos matar a vontade e relembrar o que fazíamos de melhor!
Não sei se já disse, mas estou casado e muito feliz, portanto não espere nada de mim, além do que você já sabe que vai receber.

Bom, aguardarei a sua carta me dando um retorno o mais breve possível.
Mandarei o Bôbo da Corte ir buscar a missiva na portaria do seu castelo, até amanhã antes das carruagens serem recolhidas.

Com as minhas sinceras recomendações!

..............................................................................................................


Prezado Príncipe,

Não sei o que andaram retwittando sobre mim, mas me sensibilizo com a sua comovente saudade.
Obviamente, tenho conhecimento que vossa alteza está casado e ainda vivendo neste reino, o que me surpreende é essa sua felicidade toda.
Vamos combinar que uma pessoa que está feliz com o casamento, não anda por aí querendo resgatar velhas histórias com antigas namoradas, concorda?
Quanto ao seu amor por ela, até acredito que seja verdadeiro, visto que de aparência ela é fraquíssima: se apresenta muito mal nos bailes da Corte, vive com o cabelo oleoso e usa roupas de gosto muito duvidoso.
Portanto, só posso acreditar que o seu amor seja verdadeiro e que enxerga apenas as qualidades internas da moça, pois do lado de fora não há muito o que admirar, não é mesmo?

Não tenho nenhum interesse em revê-lo, muito menos da forma que me propõe.
Sabe... o mundo dá voltas, a fila anda e os nossos padrões de exigência, melhoram muito.
Vossa Alteza, hoje em dia, está muito aquém do que desejo, ainda que só para me satisfazer na cama.

Bom, me perdoe se envolvi a sua preciosa esposa no meu relato e se me dirijo à ela de forma tão pejorativa.
Mas garanto que isso não é nada, perto do que Vossa Alteza me classificou ao fazer um tipo de proposta como esta.

Sem recomendações nenhuma!
Cindy

N.R: para os que começaram a acompanhar o blog agora, a cinderela tem mais três histórias: "Cinderela versão 2010", "Cinderela: o retorno" e "Mais uma da Cinderela moderna.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saudade boa


Sim! Eu sei que nem todas as saudades são doces!
Mas não quero falar da saudade onde os poetas imortalizaram os seus amores impossíveis, não é da saudade de alguém que foi embora e nunca mais voltará, não é da saudade de alguém que não sente o mesmo e nunca vai perceber a sua...
É da saudade boa, leve e correspondida que me refiro.
Aquela que faz acordar sorrindo e pensando o quanto é bom sentí-la.
Saudade das lembranças, do beijo, do cheiro e dos desejos.
Saudade dos corpos juntos e dos abraços.
Saudade da voz e dos gestos.
Saudade de alguém que você sabe que vai encontrar de novo.
A espera é por vezes cruel!
Os ponteiros rastejam.
As horas riem despreocupadas.
O coração aperta e dispara.
O sabor do beijo já passou, o perfume já não está no seu corpo.
A imagem do rosto se confunde na memória.
E o sorriso se não fosse tão lindo, já teria sido apagado.
É hora de acabar com a distância!
O encontro é iminente!
Foi desejado, mas nem por isso planejado... vai acontecer.
Peito arfando, mãos tremulas, sorriso rasgado, ansiedade, tensão, alegria... chegou a hora de rever.
É bom olhar nos olhos, sentir o toque e se jogar sem medo nos braços desse alguém... sem se preocupar com o que vem depois, apenas vivendo cada minuto desse momento especial.

Sensação boa de estar um perto do outro...grudados como se não fosse permitido se afastar, uma obrigação criada apenas pela vontade de ficarem abraçados.

Agora sim... saudade aliviada!!!
Será?
E quando se separarem de novo, ela acaba?
Bom... se não acabar, tenha certeza que essa saudade não é boa... é ótima!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor X Amizade


Ele a conheceu em um dia comum, como tantos outros que já havia vivido.
Pelo seu relato, não sabe dizer se foi amor, atração, desejo ou pelo fato dela estar completamente molhada de chuva naquele momento, mas ele não conseguiu parar de olhá-la, nem esquecê-la.

Depois de uma primeira aproximação, tornaram-se amigos, além de colegas de faculdade.
Estavam sempre juntos.
Ela nem imaginava o que havia no coração dele e ele queria, simplesmente, se alojar no dela e nunca mais sair de lá.

Ela pensava, ele realizava.
Ela sorria, ele se aproximava.
Ela precisava, ele estava sempre junto... e continua assim!

Muito tempo depois, surge uma oportunidade de revelar para ela, o que ele já não suportava esconder.
Estavam em uma festa, beberam e ele aproveitou a situação para disparar em uma só frase o que sentia... e a beijou.

Para ele, o beijo foi o que faltava para confirmar e aumentar aquele sentimento que já não cabia no peito, foi como materializar o amor que tinha construído.
Para ela, nada!
Foi um beijo sem sentimentos que mais pareceu uma brincadeira entre amigos, em uma noite onde os dois acabariam a festa sozinhos.
A única coisa que a atormentava, era o que ele tinha revelado e como ficaria a amizade dos dois depois daquele dia.

Ele sabia que não teria o seu amor, ela achou que perderia o grande amigo!
Conversaram, se entenderam e a amizade continua... ele ainda sente a mesma paixão, ela ama imensamente, mas não do jeito que ele gostaria.
Nunca mais houve outro beijo.

Ele ainda é aquela pessoa que ela pode contar em todas as horas.
Ajuda, acalma, dá bronca, cuida e ouve de forma paciente quando ela precisa contar os seus problemas.
Ele namora outras mulheres, se diverte... mas sempre diz que o amor por ela não acabou e nunca vai acabar.
Não cobra nada, entende que no coração não temos ingerência e que ela não tem culpa de não ama-lo da mesma forma.

Ela pensa, pensa, pensa, pensa (ela pensa muito) e não entende porque nunca conseguiu se apaixonar pelo amigo.
Sabe o grande homem que ele é e de todos os seus valores e qualidades.
Já chegou a se sentir culpada e desejou que ele não a amasse.
Apesar de não conseguir conceber a possibilidade de tê-lo longe, já cogitou até se afastar.
Mas ele não quer... e nem ela!

Querem ficar juntos!
Continuar compartilhando uma amizade fortalecida em sentimentos tão distintos.
E contrariando todas as teorias, até agora esse amor híbrido tem dado muito certo!
Mas até quando?

domingo, 26 de setembro de 2010

Evoluindo



Antes eu queria falar de forma desmedida, hoje sei o valor do silêncio oportuno.

Antes eu achava que tudo precisava ser do meu jeito, hoje entendo que preciso aprender com as pessoas.

Antes eu criticava e abominava a paciência, hoje sei que ela é um dom.

Antes eu queria “agora”, hoje sei o quanto é importante que as coisas venham na hora certa.

Antes eu traçava todos os planos da minha vida como se fosse um roteiro, hoje entendo quem é O Redator da minha história.

Antes brigava por besteira e fazia tempestades, hoje sei o quanto é precioso o tempo que estamos ao lado de quem amamos.

Antes eu queria abraçar o mundo de uma única vez, hoje eu sei esperar e gosto de abraços intermitentes.

Antes eu queria provar todos os beijos, hoje quero apenas os especiais.

Antes eu acreditava em mentirinhas, hoje só a verdade me excita.

Antes eu aceitava uma noite qualquer, hoje quero uma que me faça feliz.

Antes eu não me importava em chorar, hoje não abaixo a cabeça para fazer isso.

Antes qualquer prazer me divertia, hoje só tenho tesão por quem me fascina.

Antes eu dava muitas chances, hoje poucas oportunidades.

Antes era fácil me enganar, hoje é difícil conquistar a minha confiança.

Antes a beleza era fundamental, hoje para me encantar só ela é muito pouco.

Antes só a minha felicidade importava, hoje percebo que sem compartilhar ela não tem o mesmo sabor.

Antes acreditava em críticas que me magoavam, hoje conheço todas as minhas qualidades e não permito que potencializem os meus defeitos.

Antes acreditava em príncipes encantados, hoje fico feliz em encontrar homens verdadeiros.

Antes eu amava intensamente, sem reservas e com entrega, hoje negligencio as dores e lágrimas passadas e continuo amando da mesma forma.

Antes, hoje, amanhã e sempre... só vale a pena amar se for assim!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sexta-feira


Alô você que está solteira e apostando todas as suas fichas no final de semana!
Sexta é o dia em que Nossa Senhora das Chamadas Telefônicas, é mais aclamada e recorrida.

Dizem até que o consumo de velas nesse dia, aumenta substancialmente.

O fato é que se você está solteira, certamente amanheceu já imaginado que em algum momento do dia, o seu celular receberia uma ligação ou SMS de algum paquera, lhe convidando para sair.
E que bom que na maioria dos casos, isso aconteceu!

Mas digamos que os seus pedidos não foram ouvidos pela santa, nessa sexta e então o seu dia não caminhou como você gostaria...
Qualquer ligação, você sai louca para atender achando que é algum convite e não é.

As mensagens que chegam, causam até um arrepio na coluna, tamanho o susto e expectativa... nada... é só a operadora avisando que você pode ganhar trocentos milhões se responder ao torpedo.

Entra no twitter e publica aquelas frases óbvias, do tipo:

E aí galera!? Sexta-feira e eu aqui super animada. “

Nenhum reply...
Tenta mais uma:

“Indo para o salão me produzir para arrasar hoje à noite..”

Nenhum reply masculino...
No máximo, as migas respondendo que você vai arrasar mesmo.

No MSN, o seu nick está como: É hoooooje!
E não sobe nenhuma janelinha perguntando o que você está programando e se aceitaria companhia.

A sexta está indo embora e você se pega sem nenhuma programação, pois ficou esperando o dia inteiro uma ligação dele....
Preste atenção, pois o sol já se foi, o dia logo acaba e você não deve ficar aí desanimada e esperando que a sua diversão venha através de um convite que não acontecerá.

Se você não quiser perder o fim de semana inteiro, se movimente!

Levanta, sacode a poeira, se agarra no vestidinho e na maquiagem e pega o caminho da balada.
Corra atrás dos sorrisos, olhares, corpos dançando, bebida para animar e certamente você não acabará no zero a zero.
Vá...curta a noite, aproveite e se permita.

Afinal, hoje é sexta e só espera quem é besta!!!



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando tem que ser...

Algumas pessoas precisam se encontrar!
Não importa a distância física, geográfica ou as condições normais de temperatura e pressão.
Pode ser que um esteja no Cazaquistão e o outro em Canoa Quebrada, que um seja geminiano e o outro canceriano, que você goste de uva e ele de abacate, que você queira vermelho e ele o preto, que você esteja fugindo e ele se encontrando... mas vocês irão se esbarrar.

Precisar se encontrar, não significa exatamente que esta pessoa vá fazer parte, definitivamente, da sua vida.
Ela pode passar um dia, uma semana, apenas um período, um ano ou até a vida inteira, mas o importante é que vocês se conheçam.
Existe uma troca de energia, sentimentos e aprendizado que vocês devem compartilhar.
É como se essa pessoa trouxesse mais um pedacinho que contribuísse para a sua construção...ou reconstrução.

O universo usa os seus aliados para que essa aproximação aconteça... e assim ele conclui o que já estava escrito.
Você pode receber uma ligação errada que acabou sendo certa, um e-mail de um desconhecido que se tornará muito próximo, um empurrãozinho de uma amiga que enxerga possibilidades entre vocês dois... enfim, em algum momento vocês estarão frente a frente.

É normal que ao conhecer essa pessoa, depois de um tempinho você se pegue olhando para ela e pensando como tudo aconteceu tão rápido e como ela chegou até você, mas no fundo você sabe que se veio, foi por algum propósito.

A sensibilidade para entender o motivo desses encontros, é que torna tudo mais precioso.
É importante perceber e sentir tudo o que esse alguém está trazendo e se doar da mesma forma.
Essa troca de carinho, aprendizado e momentos bons, serão o grande legado!

E não adiantou traçar caminhos tão distintos... vocês precisavam se encontrar.
Tinha que ser...
O tempo que vai durar não importa.
Pode ser por uma vida, um dia ou só enquanto durar a primavera!




“Todo universo pra gente se perder
Não foi suficiente... olha e vê!
Fez a minha órbita
Passar rente de você
E a tua gravidade me prender...”

(Lulu Santos)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cavalheirismo, por onde andas?


Hoje, pela manhã, fui à uma consulta médica e me deparei com a seguinte situação:

Cheguei meio atrasada e fui correndo pegar o elevador para subir, quando a porta já estava se fechando e um rapaz, vendo o meu desespero para conseguir entrar, sequer se deu ao trabalho de apertar o botão para segurar a porta.
Tudo bem! Enfiei o meu braço entre as portas, correndo o risco de perdê-lo e consegui entrar no elevador.

Éramos quatro no recinto e todos os andares acesos no painel, iam para depois do sétimo, que era o meu destino.
Enquanto estávamos subindo, o meu celular tocou e quando puxei da bolsa para atender, o ticket do estacionamento veio junto e caiu nos pés do troglodita que não segurou a porta para mim.

O papel estava praticamente, embaixo do sapato do moço e ele nem insinuou se abaixar para pegar.
Então eu que estava com a bolsa, o celular na orelha e na outra mão um livro para ler na sala de espera, tive que me abaixar aos pés dele... convenhamos que em uma posição até constrangedora, visto que estávamos um de frente para o outro, e pegar o ticket.

O “das cavernas”, aparentava uns 35 anos, estava bem vestido e tinha uma cara antipática.
Acreditem... esse rapaz conseguiu me tirar do sério!
A minha vontade era de dizer um monte de desaforos para ele, mas fui racional o suficiente para engolir tudo.

É óbvio que ele não tinha obrigação de fazer nada disso para mim, mas gentileza é uma virtude.
Que tipo de educação esse rapaz teve?
Não tenho medo de arriscar em dizer que ele deve ser um péssimo namorado.
Esse tipo de comportamento denota falta de educação, preguiça e arrogância.

Fico revoltada quando encontro homens assim.
Não acredito que aquele foi apenas “um momento” dele e que normalmente, deve ser um cara muito solícito e educado.
O cavalheirismo é involuntário... quase automático.
Nenhum homem força ou esquece de ser.

Não vamos ser radicais e “exigir” que nos dêem passagem, lugares para sentar ou que abram a porta do carro... isso aí já é um plus e são raros os que agem assim.
Mas o mínimo de educação não faz mal à ninguém, concordam rapazes?

A mulher tem lutado durante anos pela igualdade, sim... mas nunca pela falta de gentileza entre os sexos.
O homem há muito não tem mais o papel específico de provedor, mas protetor ele precisa ser sempre.
Se não for assim perde a graça, meninos!

Talvez alguém ache que me irritei com besteira ou me acusem de estar na TPM.
Não penso que foi à toa, achei o motivo muito contundente... e a minha reação também não foi hormonal.

Apenas confesso que cavalheirismo é bom e eu gosto!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu prometo


Prometo não me apaixonar!
Prometo ficar quieta e quase sem respirar.
Prometo fingir que a sua pele não me causa nenhum arrepio.
Prometo te beijar com os olhos abertos e lembrando da escalação de algum time.
Prometo escapar do seu abraço e fazer de conta que não gosto dele.
Prometo mudar de lugar quando perceber que você se aproxima.
Prometo fechar os olhos para não encarar os seus.
Prometo apenas sorrir quando você perguntar o que estou pensando.
Prometo mudar de assunto quando você falar que gosta de mim.
Prometo que não vou me deixar seduzir pelo seu cheiro.
Prometo escapar das suas mãos na primeira oportunidade.
Prometo não pensar em você, quando estiver longe.
Prometo não gravar o número do seu celular na minha agenda.
Prometo não me concentrar no seu sorriso.
Prometo ir embora sempre que sentir vontade de ficar.
Prometo não perceber o quanto você é doce e carinhoso.
Prometo fechar os ouvidos para não escutar a sua voz perfeita.
Prometo lembrar que estamos só “de passagem”.
Prometo entender que não posso ter você quando tiver vontade.
Prometo saber separar sexo de amor, paixão de tesão e corpo de coração.
Prometo não misturar, nem trocar a ordem dos sentimentos.
Prometo não esperar nada, mesmo que queira tudo.
Prometo ser rasa e esconder todo o meu infinito.
Prometo sufocar o grito e apenas falar, educadamente, o seu nome.
Prometo esconder o riso quando souber que você vem.
Prometo disfarçar a tristeza quando você for.
Prometo saber quando parar.
Prometo não sentir...

Prometo aprender a cumprir promessas, pois nunca soube fazer isso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Viu o que não queria


O texto de hoje seria outro, mas em edição extraordinária e para ajudar uma pessoa indecisa, mudamos o rumo da narrativa.


Imagine que você chega em um lugar e tem o infortúnio de encontrar a namorada de um amigo seu, beijando outro cara.
Nesse momento, você não está sendo o algoz da situação, mas tem vontade que o chão se abra, que role um tsunami ou que você consiga se disfarçar de árvore para não encarar a criatura.

Não se assuste! Isso é só uma crise de vergonha alheia.
Mas você não precisa se envergonhar de nada... se a moça não se preocupou em esconder o fato, porque motivo você precisa se sentir mal em ter visto?

O problema que você precisa enfrentar, é outro muito maior do que esse.
Conta ou não conta para o seu amigo?
Essa é aquela famosa situação de impasse que nunca estamos preparados para encarar.
Já diz o ditado que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.
Mas como não meter? Digo.... como não contar?

Como olhar para o seu amigo, saber que ele é um cara muito bacana, apaixonado pela garota e deixar que ele continue sendo enganado?
Na outra via: como agir se você contar, eles se perdoarem, retomarem o namoro com muito amor e achar que você é um X9 que só queria ver a separação do casal?

Quem nunca passou por isso, certamente, dirá: conta! Ele tem que saber!
Mas quem está vivendo esse tormento, sabe que não é muito fácil.
Além de correr o risco de passar por fofoqueiro, ainda ter que ver o sofrimento nos olhos de alguém que você gosta, é complicado!

O ideal seria que a própria garota contasse, evitando assim maiores constrangimentos.
Mas ao que parece, ela não quer terminar com o namorado...

E agora? Faz o quê?

Não está regulamentado!
É constitucional a sua livre escolha.
Cada um vai reagir do seu jeito... os mais nervosos vão contar ao amigo e ainda tentar dar uma lição de moral na moça. Os mais prudentes vão optar por esperar mais um tempo até que as coisas se acalmem e (quem sabe!) ela mesma conte.

Os que dariam tudo para não ter visto a cena e não sabem que atitude tomar, vem aqui no blog e pede ajuda aos universitários...ou melhor, aos comentaristas.
Espero que a opinião de vocês possa ajudar nesta difícil decisão.

E este foi mais um texto de utilidade pública!

domingo, 19 de setembro de 2010

Fogo e gasolina



A nossa pele queima ou só as nossas mãos sentem esse calor?

A nossa voz hipnotiza ou apenas os nossos ouvidos sucumbem?

Os nossos braços se prendem ou somos nós quem não conseguimos nos livrar?

As nossas bocas são capazes de roubar todas as palavras ou apenas nos calamos?

Quando nos tocamos disfarçamos ou o mundo percebe o desejo?

Os nossos corpos colados tremem ou é fruto da nossa imaginação?

A nossa atração é normal ou algo mesmo arrebatador?

O tempo em que esperamos é angustiante ou somos precipitados?

A vontade de começar tudo de novo demora para chegar ou é normal vir apressadamente depois de termos um ao outro?

É comum gostar do antes, do durante e do depois ou a nossa sintonia é perfeita?

Somos fáceis ou é difícil dizer “não”?

É natural acordamos sorrindo e com sede um do outro ou deveríamos dar prioridade ao despertador?

Todos os toques, mordidas, beijos, abraços e momentos são bons ou estamos nos iludindo?

Quando nos abraçamos o corpo inteiro responde ou é uma disfunção hormonal?

Não precisamos de respostas!
Nenhuma explicação será capaz de justificar ou mudar o que sentimos.



“Eu sou a veia e você é a agulha
Eu sou o gás e você é a fagulha
Eu sou o fogo e você é a gasolina
Eu sou a pólvora e você a mina.

O nosso jogo perigoso combina

Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina...”

(Roberta Sá)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Com ou sem barba?


Não há regra... nem preferência.
Alguns homens ficam bem com a barba cheia ... quando bem tratada, remete a um ar misterioso, de seriedade, maturidade e perfil intelectual.
Outros a conservam mais desleixada, dando uma impressão de bad boy, artista ou daqueles cafajestes que adoram fazer charme coçando o queixo.

Na outra metade, temos os bem barbeados.
Sempre com a pele macia e aspecto que acabou de sair do banho.
Mostra cuidado com a aparência, rosto saudável e o sorriso fica mais evidente.

A barba por fazer... não diria que é uma preferência entre as mulheres, pois muitas não gostam de serem arranhadas, mas posso dizer que é um dos estágios mais instigantes no quesito barba.
Me acompanhem...

Esse estágio é alcançado quando o homem passa um ou dois dias longe da lâmina.
Não caracteriza barba, mas o rosto já não está tão lisinho.
Você olha para ele e o imagina acordando em uma manhã de domingo, sem compromissos.
É como se ele estivesse da sua maneira mais natural, sem se preocupar com a aparência, sem obrigação de estar impecável.

Além dessa impressão visual, a barba por fazer causa efeitos devastadores em um pescoço feminino.
É muito bom! Que me desculpem as fofinhas que não gostam de ficar com a pele vermelha.
Se eu puder dar um conselho para elas, digo que arrisquem, é por um excelente motivo!

Mas há um segredinho interessante!
Mesmo quando eles estão barbeados, existe uma parte bem abaixo do queixo, que normalmente não fica muito lisa... pois é!

Meninos, esse queixo quando se aproxima do nosso pescoço é match point!
Satisfação garantida e retorno no investimento.
Vá por mim...
Mulher observa e adora esses detalhes.
O mais interessante é perceber que alguns homens nem sabem que possuem esse tipo de apelo sensual, menos óbvio.
As vezes quando a mulher toca no seu maxilar não tão barbeado, eles se surpreendem e se antecipam em dizer que "não teve tempo de fazer".
Bobinhos... a gente gosta!
Ah.. os homens!
Reclamamos, difamamos, amaldiçoamos... mas adoramos!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nada não!



ELE: O que foi? Você está estranha, o que houve?
ELA: Nada não!

Esse é um diálogo comum entre casais.
Normalmente ele vem acompanhado de uma cara meio fechada e respostas lacônicas.
Ocorre que o “nada não” quando dito pela mulher, pode significar tudo, menos nada.
Eu explico!

As mulheres as vezes, só as vezes, gostam de complicar um pouco as coisas.
Nem digo que de propósito, mas inconscientemente tomam atitudes impensadas quando estão de birra, voltando à menina da infância que uma vez contrariada, fazia biquinho.

Quando a pergunta é respondida com o “nada não”, nesta expressão não há nada de superficial.
Se você for analisá-la a fundo, descobrirá motivos tardios ou recentes que transbordaram nessas simples palavrinhas.
Pode ter sido pelo fato de você ter preferido jogar futebol no fim de semana à ficar com ela, pode ser por conta do elogio que ela estava esperando e você não deu, pode ser por ter lembrado que no natal você não escreveu um cartão para ela (que delay horroroso!!!), pode ser que você nunca mais tenha dito “eu te amo”, pode ser que disse algumas palavras sem pensar e que a magoaram e pode ser que você tenha pisado na bola mesmo... afinal, vocês vivem fazendo isso!

Não me excluo dos comportamentos peculiares à maioria das mulheres, mas confesso que sou contra ao “nada não”.
Porque não contar? Preguiça de falar ou medo de desgastar a relação?
Não adianta querer omitir em palavras o que os gestos, olhares e falta de sorrisos vão deixar explícito.

Para não parecer “a melhorzinha”, confesso que passei um bom tempo dizendo “nada não”.
Dizia para evitar discussões, mesmo sabendo que eu tinha motivos sérios e não apenas capricho de menina mimada.
Engoli muitos sapos!

Mas eu cansei.
Viver às margens de alguém e dizendo “nada não” o tempo inteiro, não é o que queremos para nossas vidas.
E o bacana é descobrir isso, jogar pro alto o que não te faz bem e começar a falar sempre o que tiver vontade.
Não é simplesmente falar pelos cotovelos e sem limites, mas falar no momento certo, com propriedade e acima de tudo valorizando e respeitando as suas opiniões.

Não vale a pena camuflar as razões, sejam elas sérias ou bôbas.
Se forem sérias, é ainda mais necessário que sejam ditas e caso não sejam importantes, fale também e talvez vocês possam rir juntos do mal entendido ou melhorar pontos da relação.

Só não devemos calar.
O que sentimos é muito grande para ser resumido ao nada!
Nada, não... fale tudo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dica de um homem


Ele diz que gosta dela, gosta muito!
Ela reclama que ele é fechado como uma ostra, frio, coração endurecido, não fala, não é carinhoso e que isso faz muita falta (elementar!).
Mas ainda assim, ela é apaixonada.

Os dois brigaram por conta dessa falta de coragem que o rapaz tem de expressar os sentimentos, então ele me liga contando e pedindo a minha opinião.
Meu nome não é Lexotan, nem Freud, mas tentei acalma-lo e mostrar o meu ponto de vista.

Como não sou psicóloga e estou longe de desejar ser, procurei um exemplo bem lúdico para mostrar onde o meu amigo estava errando.

Foi então que recorri às dicas de um homem chamado Gustavo.
Gustavo é o meu sobrinho de 2 anos e dono do maior número de ações do meu coração.
Como toda criança da sua idade, é sapeca e cheio de energia.
Mas, Gugu já apresenta sinais de que será um homem com personalidade forte e um comportamento muito carinhoso com as mulheres.

Ele me diz coisas do tipo:

Tia Lola (tia loura), vem aqui me dar um beijinho.
Tia Lolinha (tia lourinha) deita aqui no meu colo.
Tia Lola, tô com saudade.
Tia Lola, amo (eu te amo)

Vejam bem rapazes!
Se Gugu consegue dizer todas essas frases, mesmo ainda trocando várias letras e com o seu jeitinho de bebê, é claro que vocês também podem dizer isso para as suas mulheres!

Parem com esse conceito absurdamente ridículo de que não devem expressar o que sentem, para que as mulheres não fiquem “se achando”.
Isso não existe!
As mulheres não utilizam esse tipo de artifício para pisar nos homens ou para acharem que estão comandando a relação.

Se não há sentimento em jogo, é reservado o direito de vocês ficarem calados, obviamente... mas caso estejam apaixonados, digam!!!
Vai fazer bem falar e melhor ainda para quem vai ouvir.

Sejam carinhosos!
Ofereçam abraços, beijos e colo também (Gugu sabe das coisas!).
Derretam essa pedrinha de gelo que vocês teimam em jogar no coração, como se ele fosse um copo de whisky.
Dizer que ama e dar carinho, não é vergonha nenhuma.

Se depender de mim, Gustavo vai ser um verdadeiro gentleman com as mulheres.
E sei que ele vai ser um homem sem vergonha de amar.

Pois então, meninos!
Aprendam de uma vez por todas... o que vocês devem manter endurecido é outra coisa e não o coração.

N.R: só para evitar ruídos, informo que o texto não tem a intenção de generalizar...sim, existem homens carinhosos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lembre da nossa música


Se você tem uma música que faz lembrar a pessoa que gosta, não se sinta sozinho.
A grande maioria tem.

Quase nunca ela é escolhida de forma aleatória... tem um contexto.
Do contrário, todo mundo iria eleger uma música do seu cantor favorito e pronto.
Mas precisa ter um significado, um momento especial onde ela tenha marcado a sua memória, associando à imagem da pessoa.

Alguns escolhem a que estava tocando na hora do primeiro beijo (será que dá para lembrar?), a que rolava no instante em que os olhares se cruzaram, a que passava no rádio depois que você recebeu a primeira ligação ou até mesmo uma que toca em um fim de tarde sem graça e te faz lembrar essa pessoa especial.

Certo!
Também concordo que isso é mais comum nas mulheres, mas conheço homens que dão valor à esses detalhes.

Depois que você escolhe e adota a música como trilha, sempre que ela tocar, o seu coração vai dar pulinhos e a memória vai buscar quem você quer.
Vai lembrar dos momentos bons e a vontade de estar ao lado desse alguém, vai aumentar.

Por muito tempo ela terá as suas frases escritas nos torpedos, e-mails e bilhetinhos deixados em lugares escondidos.
Se conseguirem ir juntos ao show do cantor, certamente dirão que a música foi cantada especialmente para vocês.
E assim, esses detalhes vão transformando os relacionamentos em histórias especias.

Só tenha cuidado para não conhecer esse alguém em um pagodão de final de semana e passar a vida inteira lembrando dele quando ouvir:
eu sou o lobo mau, eu sou o lobo mau... vou te comer, vou te comer, vou te comeeer”.

Ou então em um desses forrós que antecedem as festas juninas.
Se no momento em que vocês forem dançar juntos, estiver tocando:
você não vale nada mais eu gosto de você, tudo o que eu queria era saber porquê”...

Fuja! A música já é um prenúncio do que te espera.




“...Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música...”

(Vanessa da Mata)